quinta-feira, 9 de junho de 2011

Personalidade

Ontem tive uma aula bem produtiva  de Psicológia, com o assunto abordado PERSONALIDADE, foi muito interessante.

Para dividir com quem tiver interesse segue uma Pesquisa sobre o Assunto:
Personalidade:  é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não o conceito científico aqui tratado.

Definição

Encontrar uma exata definição para termo personalidade não é uma tarefa simples. O termo é usado na linguagem comum - isto é, como parte da psicologia do senso comum - com diferentes significados, e esses significados costumam influenciar as definições científicas do termo. Assim na literatura psicológica alemã persönlichkeit costuma ser usado de maneira ampla, incluindo temas como inteligência; o conceito anglófono de personality costuma ser aplicado de maneira mais restrita, referindo-se mais aos aspectos sociais e emocionais do conceito alemão.
Carver e Scheier dão a seguinte definição: "Personalidade é uma organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que criam os padrões de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa". Esta definição de trabalho salienta que personalidade :
  • é uma organização e não uma aglomerado de partes soltas;
  • é dinâmica e não estática, imutável;
  • é um conceito psicológico, mas intimamente relacionado com o corpo e seus processos;
  • é uma força ativa que ajuda a determinar o relacionamento da pessoa com o mundo que a cerca;
  • mostra-se em padrões, isto é, através de características recorrentes e consistentes
  • expressa-se de diferentes maneiras - comportamento, pensamento e emoções.
Asendorpf complementa essa definição. Para ele personalidade são as particularidades pessoais duradouras, não patológicas e relevantes para o comportamento de um indivíduo em uma determinada população. Esta definição acrescenta àquela de Carver e Scheier alguns pontos importantes:
  • Os traços de personalidade são relativamente estáveis no tempo;
  • As diferenças interpessoais são variações frequentes e normais - o estudo das variações anormais é objeto da psicologia clínica (ver também transtorno mental e transtorno de personalidade)
  • A personalidade é influenciada culturalmente. As observações da psicologia da personalidade são assim ligadas apenas à população em que foram feitas; para uma generalização de tais observações para outras populações é necessária uma verificação empírica.

Aspectos da personalidade

Personalidade é, como se viu, um conceito complexo, com várias facetas. A seguir serão apresentados alguns aspectos que costumam ser considerados como partes da personalidade ou que a influenciam de maneira especial. Os parágrafos individuais são apenas introduções mínimas aos assuntos relacionados e links são oferecidos para artigos onde cada um dos temas é tratado com mais profundidade.

Forma física e personalidade

A relação entre forma física e personalidade estimula a imaginação de filósofos e pensadores desde a antiguidade. Kretschmer propôs nos anos 20 do século XX uma classificação dos tipos físicos que, supunha ele, estavam relacionados com diferentes transtornos mentais, posteriormente com diferentes temperamentos. Ele classifica três tipo físicos:
  1. Tipo longilíneo ou leptossômico, de corpos delgados, ombros estreitos, peito aplainado, rosto alargado e estreito, membros longos e delgados. Teria uma maior tendência para a esquizofrenia e um temperamento mais sensível;
  1. Tipo atlético ou muscular, de sistema ósseo e muscular desenvolvidos, ombros largos, cadeiras estreitas e pescoço grosso. Teria tendência para a epilepsia e um temperamento intermediário entre os outros dois;
  1. Tipo brevelíneo ou pícnico, de rosto arredondado, abdome saliente, membros curtos. Tenderia à ciclotimia e a um temperamento mais tranquilo.
A relação correlativa entre essas características foi inicialmente empiricamente comprovada. Análises posteriores mais exatas, que levavam em conta outras variáveis - como a idade - e usavam métodos mais objetivos, acabaram por derrubar a teoria de Kretschmer.

No entanto a possibilidade de haver uma real relação entre forma física e características psicológicas não é improvável, mas não de maneira direta, como pensava Kretschmer. A forma física pode, através de um processo de autopercepção, ser considerada positiva ou negativa e, assim, influenciar a autoestima, influenciando assim os traços de comportamento; pode ainda ser influenciada pela percepção que a pessoa tem de si, influenciar os motivos e interesses da pessoa, influenciando assim também as tendências de comportamento da pessoa. No entanto não apenas a autopercepção pode influenciar a autoestima e os interesses de alguém; o juízo de outras pessoas e a reação destas desempenham também um importante papel nesse processo, de forma que as características de comportamento estáveis (assim a personalidade) são influenciadas indiretamente e de quatro maneiras diferentes pela forma física:
  • Forma física → autopercepção → autoestima → comportamento
  • Forma física → autopercepção → interesses e motivos → comportamento
  • Forma física → juízo alheio (reação dos outros ao indivíduo) → autoestima → comportamento
  • Forma física → juízo alheio → interesses e motivos → comportamento
Temperamento designa as disposições do indivíduo ligadas à forma do comportamento, principalmente as ligadas aos "três As da personalidade": afetividade, ativação (excitação) e atenção .

Competências ou habilidades

Competências ou habilidades são traços da personalidade que exprimem a capacidade de alguém de alcançar determinada realização ou desempenho.

Inteligência

Inteligência é um construto complexo que descreve a capacidade intelectual do indivíduo.

Criatividade

Criatividade, apesar ser um termo muito difundido e discutido, é um construto de difícil definição, porque cada autor parece defini-lo de uma maneira diferente. Alguns autores chegam mesmo a se perguntar se criatividade não seria um conjunto de traços de personalidade ao invés de um só Guilford (1950) define criatividade como a capacidade de pensar divergentemente, ou seja, de encontrar soluções diferentes e novas para um problema, em oposição ao pensamento convergente que encontra soluções para problemas para os quais há apenas uma resposta correta. Já Russ (1993) trabalha com um conceito mais amplo, que inclui traços afetivos do indivíduo, como a tolerância de ambiguidade, a abertura diante de novas experiências, grande números de interesses e baixa tendência para o uso de mecanismos de defesa.

Competência social e inteligência emocional

O termo competência social, na psicologia do senso comum normalmente entendido como a capacidade de lidar com outras pessoas, é de difícil definição, por conter dois componentes distintos, que têm entre si uma correlação muito pequena: a capacidade de defender e/ou de impor os próprios interesses e a capacidade de construir relacionamentos.

Inteligência emocional é um termo problemático. Ele foi definido de diferentes formas por diferentes autores (Salovey & Mayer, 1990; Mayer et al. 2000; Van der Zee et al., 2002) e em todas as suas definições não representa uma atividade intelectual - ou seja, não corresponde à idéia de inteligência (ver acima). O termo "inteligência emocional" refere-se sobretudo a determinadas competências no lidar com emoções que, apesar de serem estáveis na personalidade do indivíduo, costumam variar de acordo com as emoções envolvidas - ou seja a pessoa pode saber lidar bem com a emoção medo, mas não com a raiva.

Disposições ligadas à ação

Necessidades, motivos e interesses

Enquanto "temperamento" refere-se à forma do comportamento ou da ação, necessidades, motivos e interesses dizem respeito à direção da ação, ou seja, aos seus objetivos - estando assim intimamente ligados à motivação. As pessoas variam com relação ao significado pessoal de diferentes necessidades, que determinam, por sua vez, suas ações e seu comportamento.  

Motivos são disposições ligadas ao valor atribuído às consequências dos atos - como por exemplo a "busca de sucesso" ou a "evitação de fracassos" podem ser fins mais ou menos desejáveis - e são fruto de uma interação entre necessidades e pressões externas. Interesses também incluem uma valoração, mas direcionadas para a ação em si, independente do resultado - por exemplo jogar xadrez ou escrever na wikipédia podem ser consideradas ações mais ou menos agradáveis, independentemente do sucesso atingido.

Convicções ligadas à ação

Os motivos são, como visto, disposições ligadas ao valor dado às consequências de uma ação. Eles estão assim intimamente ligados às expectativas do indivíduo com relação a suas ações. Há diferentes estilos de expectativas (al. Erwartungsstile), como por exemplo é o caso de a pessoa ser mais ou menos pessimista ou otimista. Durante a realização de uma atividade agem os chamados mecanismos de controle da ação (al. Handlungskontrolle), que têm por objetivo, por assim dizer, proteger a ação contra intenções concorrentes. Aqui podem manifestar-se diferentes estilos de controle da ação. Por exemplo, pessoas perseverantes são capazes de "desligar" por algum tempo outras atividades a fim de alcançar um determinado resultado enquanto pessoas menos perseverantes distraem-se mais facilmente. Quando a ação atinge o seu resultado surgem juízos relacionados a sua causa: por que determinada coisa aconteceu? A esse tipo de juízo dá-se o nome de atribuição. Também quanto à atribuição há diferentes estilos - por exemplo algumas pessoas tendem a colocar a culpa sempre nos outros ou a se sentir sempre reponsáveis. Esses três grupos de características da personalidade (estilos de expectativas, de controle da ação e de atribuição) foram chamados por Asendorpf convicções ligadas à ação (Handlungsüberzeugungen). 

Um tipo especial de expectativas são as chamadas expectativas de autoeficácia, autoeficácia percebida ou ainda expectativas subjetivas de competência. Estes termos designam a expectativa que uma pessoa tem de ser capaz de realizar determinada tarefa. Esta característica da personalidade está intimamente ligada aos diferentes estilos de atribuição: uma pessoa que tende a se considerar incapaz de realizar um tarefa (ex. ser aprovado em um exame) irá, com maior probabilidade, considerar um sucesso (passar no vestibular) como obra do acaso do que uma realização pessoal.

Estilos de superação (coping)

O termo coping foi gerado no contexto da pesquisa sobre o estresse e designa os mecanismos que auxiliam o indivíduo a superar uma situação estressante. Lazarus (1966) diferencia entre dois tipos de coping: coping orientado para o problema, que é a busca de uma modificação da situação que causa o estresse, e coping intrapsíquico, que é praticamente uma mudança na maneira da pessoa lidar com a situação - quer por uma mudança na maneira de lidar com a situação ou com as emoções provocadas pela situação (ex. técnicas de relaxamento, tentativa de ver o lado positivo da situação, etc.). Por exemplo uma pessoa estressada por morar em más condições, em uma rua barulhenta e não conseguir dormir pode tentar resolver esse problema mudando de casa (coping orientado para o problema) ou, por exemplo, tentar aprender alguma forma de relaxar apesar do barulho ou começar a direcionar sua atenção para os bons amigos que moram no bairro e os bons momentos vividos na casa (coping intrapsíquico). Posteriormente um terceiro tipo de coping, o "coping por expressão emocional" foi acrescentado, que é uma mudança na forma da reação emocional ao estresse - ex. sorrir quando se está triste.
Essas três categorias de coping reúnem uma série de diferentes formas de lidar com uma situação de estresse. Dentre essas inúmeras formas o indivíduo tende a esolher e dar preferência a algumas - a esse traço da personalidade se dá o nome de estilo de coping.

Disposições ligadas à valoração (ou ao juízo de valor)

Temperamento, competências e as disposições ligadas à ação são traços de personalidade ligados ao comportamento. Um outro grupo de traços está ligado às particularidades da valoração ou do juízo de valor. Valorar um objeto da percepção ou imaginário é dar-lhe um valor e esse valor gera preferências - e estas podem tornar-se relevantes para o comportamento.

Postura

Por postura de valores (Werthaltungen) entende-se a tendência individual de se julgarem determinados objetivos (ex. liberdade, igualdade) ou disposições de ação (ex. honestidade, prestatibilidade) como desejáveis ou indesejáveis. Entre os diferentes tipos de postura e as disposições de comportamento correspondentes há uma relação de correlação - ou seja, pessoas que valorizam novidades (postura) tendem a ser curiosas (disposição de comportamento); pessoas ansiosas (disposição de comportamento) costumam valorizar a segurança (postura).

Atitude

Atitude designa as particularidades individuais na valoração de objetos específicos, quer da percepção, quer da imaginação. As atitudes influenciam não o comportamento diretamente em uma dada situação, mas o comportamento em uma série de situações diferentes. Assim uma pessoa com uma atitude positiva com relação a uma alimentação saudável pode gostar de comer frituras (comportamento isolado), mas pode cozinhar ela própria, comprar alimentos naturais e integrais e fazer cursos sobre a alimentação (série de situações). Atitudes coletadas através de perguntas não influenciam o comportamento real quando tal comportamento é socialmente desejável ou indesejável. Assim, pessoas com atitudes preconceituosas contra um determinado grupo de pessoas talvez não se comporte de acordo com essa atitude por ser um tal comportamento socialmente condenado.

Como se vê, a principal diferença entre postura e atitude é o grau de abstração dos objetivos a que se referem, referindo-se a atitude a elementos mais concretos. No entanto a difereça entre "mais" e "menos" concreto é uma diferença quantitativa e assim a distinção entre as duas disposições nem sempre é clara.

Disposições ligadas à própria pessoa

"eu", "mim" e "autoimagem"

Eu designa a instância interna da pessoa que é responsável pela ação e pelo conhecimento; mim (inglês me) (ou si-mesmo quando dito na terceira pessoa) designa a parte interna da pessoa que é objeto do conhecimento, ou seja, aquilo que eu sei sobre mim. 

Esse conhecimento tem, por sua vez, duas parte: uma descritiva, a autoimagem, e outra valorativa, a autoestima (ver abaixo). 

A autoimagem, essa descrição de si mesmo que cada um faz, é também disposicional, ou seja, é uma tendência relativamente estável que a pessoa tem de se ver de uma determinada maneira em determinadas situações. Ela é composta tanto de conhecimento universal, que diz respeito a todas as pessoas que são como eu (estudantes são críticos, brasileiros são simpáticos, etc.), como de conhecimento individual, ou seja, relativo somente a mim (eu tenho medo de altura, sou bom esportista, etc.). Como se vê esse conhecimento também é influenciado por preconceitos e idéias préconcebidas.

Autoestima

A autoestima, como parte valorativa do conhecimento de si mesmo, ou sejo, o juízo que eu faço sobre mim mesmo, pode ser concebida como a atitude de uma pessoa sobre si mesma e assim também uma característica da personalidade, se bem que menos estável do que a autoimagem por ser sensível a variações do humor. A autoestima é uma característica situação-específica, ou seja, ela varia de acordo com a situação: eu posso estar satisfeito comigo mesmo quando estou na universidade, mas insatisfeito quando estou na quadra de esportes.

Aspectos disposicionais da dinâmica da autoestima

Outros aspectos disposicionais ligados à autoestima são as chamadas cognições ligadas a si mesmo: autopercepção, a percepção do próprio corpo e do próprio comportamento; a memória de si, as recordações ligadas à própria pessoa e às experiências feitas no passado; o reflexo social, ou seja, a opinião que nós pensamos que outras pessoas têm a nosso respeito, e a comparação social, ou seja, a autoestima não é apenas baseada na nossa percepção de nós mesmo, mas também na percepção que nós fazemos dos outros a nosso redor. Um dos motivos mais descritos na literatura psicológica é o motivo de aumento da autoestima: todas as pessoas desejam ter uma autoestima positiva e têm assim uma tendência a se supervalorizar. Essa tendência é normal e saudável até um determinado ponto, em que passa a ser socialmente condenada. Nesse momento, caracterizado pela falta de empatia, hipersensibilidade com relação a críticas e variações do humor, essa tendência recebe o nome de narcisismo - mas não se trata ainda do trantorno de personalidade narcísico, mas ainda de uma variação normal da personalidade.
Um outro processo importante ligado ao conceito de si mesmo é a autorepresentação

O sociólogo E. Goffman comparou o comportamento social a um teatro público, em que nós nos representamos a nós próprios. Essa representação tem um determinado fim: a administração da própria imagem, ou seja, cada um procura controlar a impressão que ele provoca sobre os outros.
Momentos há em que temos a nossa atenção voltada para nós mesmo. A esse estado normalmente curto dá-se o nome de autoreflexão (al. Selbstaufmerksamkeit). Alguns autores puseram-se a questão, se há uma disposição em direção a uma autoreflexão mais ou menos forte. A essa disposição Asendorpf deu o nome de autoconsciência (al. Selbstbewusstheit). Esta é por sua vez composta de três fatores (Feingstein et al., 1975): (i) autoconsciência privada, ou seja, a tendência de pensar muito sobre si mesmo; (ii) autoconsciência pública, em outras palavras, a tendência de se preocupar sobre a impressão que se causa sobre outros, e (iii) ansiedade social, que é a tendência a ter medo em situações sociais.

Bem-estar

O bem-estar designa a parte subjetiva da saúde mental. Apesar de ser também influenciado por fatores externos ao indivíduo e de suas capacidades, o bem-estar representa também um determinado traço da personalidade relativamente independente de tais fatores.

Desenvolvimento da personalidade

A estabilidade da personalidade

A pesquisa empírica conseguiu determinar quatro pincípios para descrever a estabilidade dos traços de personalidade:
  1. Quanto maior o intervalo entre a primeira e a segunda medição, maior a mudança - ou seja, os traços da personalidade se modificam com o passar do tempo;
  2. Em diferentes áreas da personalidade a estabilidade também é diferente - por exemplo: durante a vida a inteligência tem uma estabilidade muito alta; já o temperamento tem uma estabilidade mediana enquanto a autoestima pode variar muito.
  3. Muitos traços da personalidade são tanto mais instáveis quanto mais instável é o ambiente social - assim mudanças bruscas no ambiente podem trazer consigo mudanças na personalidade da pessoa;
  4. Na infância, quanto mais cedo é feita a primeira medição, mais instáveis são os traços da personalidade - isto é, com o aumento da idade há uma tendência de estabilização das características da personalidade, se bem que na puberdade possa haver alguns momentos passageiros de instabilidade. Duas razões são apresentadas para esse aumento na estabilidade da personalidade:
    1. No decorrer do desenvolvimento a autoimagem torna-se cada vez mais estável - o conhecimento que a criança tem de si mesma cresce com o tempo e, se o ambiente for relativamente estável, também a estabilidade nas formas de reação a ele cresce;
    2. Com o aumento da idade aumenta também a possibilidade de a criança modificar o seu ambiente a fim de que ele se adeqúe à própria personalidade - a criança pode escolher as atividades que lhe agradam, os amigos, etc.
Não apenas os traços individuais tendem a se tornar cada vez mais estáveis - o perfil geral da personalidade também tende a uma crescente estabilidade.

 Site WIKIPEDIA!


terça-feira, 10 de maio de 2011

Guia de carreiras: Fonoaudiologia

Área está em crescimento, principalmente na saúde pública e coletiva.
Salário inicial gira em torno de R$ 1.500 a R$ 1.800.


Uma área em crescimento e com várias possibilidades de especialização. Esse é o cenário que o fonoaudiólogo recém-formado vai encontrar no mercado atual, segundo a presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo, Thelma Costa.

Formada há cerca de 30 anos, Thelma escolheu atuar na área por gostar de cuidar dos outros. Antes de entrar na faculdade, foi a um consultório e se encantou. Hoje, é representante da categoria e luta pelo aumento da valorização dos fonoaudiólogos. No passado, segundo Thelma, havia profissionais de outras áreas que faziam exames de audição ou diagnósticos apesar de terem outras formações.

Em geral, o fonoaudiólogo trabalha com a comunicação. A audiologia, que estuda tudo que está relacionado à audição e é a área de atuação de Thelma, é apenas uma das possíveis especializações da carreira. Outras opções são a da linguagem oral e escrita, que trabalha com a gagueira ou a grafia inadequada, a motricidade orofacial, no caso de pessoas com a língua projetada ou com problemas de articulação, e a da voz, em que se pode tratar doentes com câncer em hospitais ou atores, políticos e jornalistas que querem se expressar melhor.

“Dá para trabalhar com a pessoa em todas as fases da vida, desde a gravidez, passando pela fase de amamentação, dos cuidados com a alimentação do bebê até o idoso em estado terminal”, 

Há ainda quem atue na área de disfagia, que ajuda a pessoa a usar a musculatura para se alimentar, por exemplo. Segundo Thelma, as boas chances de trabalho na área, hoje, estão principalmente na saúde coletiva e pública, em que o profissional faz o papel de gestor e cria políticas para as diferentes atuações do fonoaudiólogo. Hoje, de acordo com Thelma, se faz o “teste da orelhinha”, que testa a audição da criança após o nascimento, graças ao trabalho de fonoaudiólogos que mostraram a importância do exame.

Dá para trabalhar em hospitais, escolas, empresas de aparelhos auditivos e também em universidades. “Antes todo mundo acha que só dava para ter consultório. Hoje, também dá, mas precisa trabalhar em conjunto com outros profissionais”, afirmou.

A remuneração inicial gira em torno de R$ 1.500 a R$ 1.800, de acordo com Thelma. “Tem concursos públicos com remuneração muito boa. Trabalhar como contratado de empresas também paga bem”, disse.

 

Guia de carreiras: Arquitetura e Urbanismo

Mercado imobiliário faz crescer a procura por arquitetos.
Profissão é confundida com engenharia civil; confira diferenças. 

 

 Habilitado para conceber espaços e objetos, o arquiteto e urbanista vê seu mercado se expandir com o 'boom' de moradias populares criadas pelo poder público. Porém, apesar de a carreira ter sua imagem vinculada à área de edificações, estes profissionais também podem trabalhar com paisagismo, cenografia, conservação e preservação de patrimônios históricos e culturais, design gráfico, além de projetar produtos como móveis e utensílios.

O presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), Daniel Amor, diz que todos os anos se formam cerca de 6.500 arquitetos em todo o país, sendo 30% no estado de São Paulo. É muito raro, segundo ele, algum ficar sem emprego. "Durante a faculdade o estudante faz o estágio supervisionado, isso ajuda ele conhecer o mercado quando se forma. Há várias oportunidades. Em São Paulo, por exemplo, metade das prefeituras não tem arquitetos."

Quem está há muitos anos no mercado garante que para seguir carreira, mais do que saber desenhar - já que o vestibular tem prova de habilidade específica - o aluno precisa ter senso de organização, criatividade e muito jogo de cintura. "É necessário prestar muita atenção porque quando menos espera durante um projeto o arquiteto é desafiado a pensar em uma solução rápida para um problema de sinalização, acessibilidade, comunicação ou conforto", afirma Zan Quaresma, arquiteto e diretor de pesquisa do Sasp.
Para Daniel Amor, ao fazer seus projetos o arquiteto cria obras de arte nas cidades. "Ao criar, o arquiteto não pensa em uma caixa isolada, um volume qualquer. Ele pensa em um elemento que vai estar transmitindo um sentimento dele e vai proporcionar algo naquele que vendo ou usando."

Arquitetos x engenheiros
 
Com habilidades diferentes, mas que se complementam em muitos trabalhos, arquitetos e engenheiros, principalmente na área civil, vivem uma rivalidade histórica. Enquanto o primeiro concebe um projeto, o segundo é responsável por torná-lo realidade.

Por resolução do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), tanto engenheiros como arquitetos podem ser responsáveis pelo projeto arquitetônico e pela execução de uma obra. 

Quaresma lembra que as estruturas curriculares das graduações são diferentes. O arquiteto tem aulas de ciências humanas, como história da arte e sociologia, também aprende técnicas de fundações e sistema estruturais (hidráulico e elétrico), topografia, e está habilitado a fazer projetos.

"Somos capazes de conceber, entendemos o sistema de qualquer área técnica, mas não temos o conhecimento aprofundado das matérias de cálculo desses sistemas", diz. Segundo ele, o engenheiro civil não tem a carga de projeto nem de ciências humanas, mas aprende muito de exatas.

De acordo com o arquiteto, a legislação vigente não é clara sobre as áreas de atuação e permite que "haja confusão e sombreamento das atividades." Atualmente, os arquitetos e urbanistas estão vinculados ao Crea, mas está em andamento a formação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Um dos objetivos do conselho é garantir exclusivamente a arquitetos e urbanistas a responsabilidade de assinar projetos arquitetônicos, atribuição que hoje em dia também é dos engenheiros.

Guia de carreiras: Estética

Jogos Olímpicos e Copa no Brasil devem ajudar alavancar carreira.
Profissionais que possuem curso de graduação levam vantagem. 


Cuidar da beleza alheia exige formação. Para atuar, um esteticista tem de concluir, no mínimo, o ensino médio técnico. No entanto, atualmente, o mercado busca um profissional com uma formação mais completa, de nível superior.

A maioria dos cursos brasileiros de ensino superior em estética é tecnólogo, ou seja, tem entre dois ou três anos de duração e currículo é focado no mercado de trabalho.

Engana-se quem pensa que o curso é totalmente prático. Principalmente nos anos iniciais é comum haver disciplinas teóricas como anatomia, fisiologia e química. "A química serve como base para cosmetologia, que é química orgânica praticamente pura. Também há disciplinas de nutrição voltada para estética, comportamento humano, bio segurança e organização do trabalho. O primeiro ano é formatado de uma maneira mais teórica, preparando o aluno para receber e ter bagagem suficiente para entrar na prática", afirma Letícia Valim, coordenadora do curso tecnólogo de estética e cosmética do Centro Universitário Senac, em São Paulo.


guia estética (Foto: Arte/G1)


Após concluir a graduação, o profissional está habilitado a trabalhar com estética facial, corporal e capilar, além de prestar consultorias na área e atuar em indústrias de cosmetologia. Pode ser contratado por salões de cabeleireiro até clínicas médicas, além de abrir seu próprio negócio ou lecionar.

"Em um salão de cabeleireiro um esteticista pode, por exemplo, além de cuidar da pele, trabalhar com harmonia do rosto, sobrancelha e maquiagem. Em clínicas, é possível assessorar médicos como vascular, dermatologista e cirurgião plástico", diz Adriana Luna que concluiu o técnico em estética, mas atualmente cursa a graduação.

Para Adriana, os eventos esportivos mundiais que o Brasil vai sediar nos próximos anos vão ajudar a alavancar a profissão e abrir novos nichos, como os spas urbanos. "Com a preocupação por qualidade de vida, as pessoas têm procurado muito este serviço. Americanos e europeus estão acostumados com os spas. Temos de pensar que essas pessoas não vão vir só para os jogos e, sim, para aproveitar nosso país, que é lindo", afirma a esteticista.

No Brasil, um dos países campeões de consumo de artigos de cosmética do mundo, outro público que ajuda a expandir o mercado para os esteticistas é o universo masculino. "A gente lida com pessoas o tempo todo. Mesmo em um trabalho que você está na frente de um computador, em algum momento pode estar numa reunião e encontrar pessoas. É necessário estar bem. Acho que o homem entendeu isso", diz Adriana.

Quem quiser seguir carreira precisa de gostar de lidar com pessoas para se dar bem. "Tem de ter a descoberta do querer cuidar do outro. Acho que isso é o primeiro passo. A partir do momento que você descobriu que é prazeroso cuidar da pele de uma pessoa, fazer com que ela se sinta bem e isso for gratificante, você está na área certa", afirma Adriana.

 

Guia de carreiras: EDUCAÇÃO FISICA

Leque de atuação vai de academias a escolas e empresas.
Saber lidar com pessoas é característica essencial.


Renata Rodrigues foi atleta na infância e sempre praticou atividades físicas. No ensino médio, estudou magistério. Na hora de escolher a faculdade, foi direto para educação física. Hoje, depois de 19 anos de formada, gerencia o departamento aquático de uma academia no Rio de Janeiro, dá aulas para educação infantil em escola pública e é professora de pós-graduação. “O profissional tem um leque grande de atuação”, disse.


Arte educação física (Foto: Arte/G1)
 
 

Na faculdade, há três opções de formação: bacharelado, licenciatura e licenciatura plena. 

Na primeira, o profissional pode trabalhar em academias, clubes e em empresas. Quem faz licenciatura pode dar aulas em escolas. Para ter licenciatura plena e poder atuar em qualquer área, os formados no bacharelado ou na licenciatura têm de estudar de um ano a um ano e meio a mais.

Quem quer trabalhar em academia pode se especializar na área aquática, como Renata, ou optar por musculação, esportes, desenvolvimento motor ou ginástica. Pode atuar ainda como personal trainer. Na área corporativa, há procura por educadores físicos para ensinar ginástica laboral. “As empresas já perceberam que o número de afastados diminui quando um professor de educação física faz um trabalho preventivo”, disse Renata.

Educadores físicos devem ser dinâmicos, ter inteligência emocional, devem ser comprometidos, otimistas e tem de se manter atualizados, segundo Renata. “É uma profissão muito viva. Tem novidade o tempo todo. Tem que estudar muito.” Além disso outras características importantes são um bom caráter, boa índole, ser bom ouvinte e ser bom comunicador. “O essencial é saber lidar com pessoas”, disse.

Para entrar na área, Renata fez estágios em várias áreas durante a faculdade. “Fiz de tudo um pouco, escola, academia”, disse. Nessa época, descobriu que gostava de trabalhar com crianças e manteve o foco nisso. “O profissional tem que conhecer todas as áreas, descobrir suas vocações e desenvolvê-las”, disse.

O piso salarial do sindicato no estado de São Paulo começa em cerca de R$ 1.200 para profissionais de academia e R$ 1.400 para quem dá aulas, mas pode ser maior dependendo do mercado. “A remuneração depende do setor e da região. 

Escolas particulares remuneram bem. A rede pública deixa a desejar. Nas academias, ainda há informalidade, mas a tendência é diminuir”, afirmou Renata, que é membro do Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro.

A dica de Renata para iniciantes é que procurem empresas “corretas” para trabalhar, que registrem os funcionários com o salário total na carteira profissional e que cumpra a legislação. “Temos buscado a valorização do profissional”, disse.

#Fica a dica.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Check List para as comissões de formatura




Oiii!!! Quanto tempo não venho por aqui... Mil desculpas. Pois bem hoje vim falar mais um pouco sobre FORMATURA, eu faço parte da comissão de Formatura da minha turma, porém estou com tantos deveres e sem tempo, quase não estou participando, mais prometo pra mim mesma que vou participar mais.


A comissão é formada por um grupo de alunos que representa os demais na organização e na busca dos serviços.



Na minha turma foi feita uma votação para ser formada a comissão, onde eu e mais 03 rapazes fomos escolhidos. Porém para ficar ainda mais forte nossa formatura criamos a COMISSÃO DE EVENTOS, onde mais 10 meninas se reunirão para programarem e organizarem os eventos, mais lógico que num montate GERAL toda a turma faz parte dA COMISSÃO, afinal, a festa é de todos.



Estou fazendo buscas na net para saber mais como ORGANIZAR a FORMATURA.


Segue a baixo:



A comissão de formatura é um grupo de alunos voluntários que se reunem informalmente para organizar os eventos da formatura.
A comissão deve ter um aluno representante e um suplente para cada turma envolvida.

Formar este grupo é o primeiro passo para se organizar a formatura.
O quanto antes a turma começar a pensar no assunto, melhores as alternativas de pagamento, e em mais parcelas vai poder dividir o valor.

O tempo mínimo necessário para se organizar tudo são seis meses, mas o ideal é começar a partir do 3º ano do curso.


- É muito importante escolher com calma e cuidado a empresa
promotora de eventos que vai fazer a festa. Verifique se a empresa é registrada e faça orçamentos detalhados com mais de uma. A empresa será responsável por todos os detalhes que envolvem a cerimônia de colação e o baile de formatura, desde a arrecadação de dinheiro entre os formandos, até os contratos com salões de eventos, bufês, banda, convites e fotos.

- A data e o lugar da festa devem ser marcados com bastante antecedência, pois muitas turmas devem se formar na mesma época e também estão procurando local para realizar suas formaturas.

Se a festa ocorrer em um salão de festas (muitas são realizadas em
clubes por terem um infraestrutura mais adequada) é importante observar: a eficiência da sonorização, se há espaço coberto, estacionamento privativo com número de vagas suficientes para os convidados, número de sanitários, tamanho da cozinha, infraestrutura para decoração, se o pé-direito do salão comporta a iluminação, entre outros detalhes.

Se a festa ocorrer em uma
casa noturna as preocupações são menores, pois estes lugares já possuem infraestrutura completa.

- Outro ponto muito importante a se preocupar são com os
convites. É importante que eles estejam prontos com a antecedência para que os alunos possam distribuir para o seus convidados. Fazer a revisão do convite é essencial, pois depois que já estiver pronto não adianta chorar com informações que vieram erradas.

- A escolha dos oradores, paraninfos, professores homenageados e funcionário homenageado devem ser feitas quando toda turma estiver presente. É importante um consenso, e como de praxe: a maioria vence.

Para evitar brigas e discussões uma boa opção é montar uma urna, onde os alunos depositam os nomes de suas preferências – os presentes a serem oferecidos para os homenageados também podem ser definidos neste momento, os presentes mais comuns em formaturas são:
placas e livros ou chaveiros, canetas e camisetas personalizadas.

O discurso do orador também deve ser ouvido com toda a turma reunida antes do dia da cerimônia, assim se alguém discordar de algum ponto poderá questionar a tempo.
- O ideal é que as reuniões da comissão aconteçam uma vez por semana.

É interessante sempre se redigir uma ata, constando todas as decisões tomadas. Após cada reunião deve-se reservar um momento para passar o que foi discutido para a turma.
- É de responsabilidade da comissão de formatura agendar datas para as fotografias no estúdio.

O traje a ser usado deve ser definido por consenso (terninho preto com blusa branca, camiseta personalizada, beca, jaleco, etc.). Caso a turma decida fazer a foto com todo o grupo vestido de
toga, será necessário alugá-las.

- Tradicionalmente, existem três tipos de coquetel de formatura: O coquetel inserido dentro do baile, o coquetel particular, onde o aluno reúne os familiares e amigos em um
restaurante ou contrata um bufê e o coquetel somente para os formandos, que acontece antes da colação de grau, enquanto a turma se prepara para pegar o canudo.

- Se a turma optar por uma missa alguns detalhes devem ser pensados: Escolha do aluno que será o comentarista , confecção dos livros litúrgicos (definir quantidade e modelo), escolha da
gráfica, escolha das músicas, escolha dos alunos que farão a 1ª leitura, ofertório, oração da assembleia, mensagens de agradecimento (se houver), arranjos para o altar, para a entrada, tapete, buquê para ser ofertado e cerimonial.


São muitos os detalhes de uma Formaura e por isso ela deve ser planejada com bastante antecipação, pois, assim consegue chegar a um bom resultado.
Minha turma mostra-se bem interessada neste aspecto, FÉ EM DEUS que nossa Formatura aconteça. Afinal é A MINHA PRIMEIRA FORMAÇÃO SUPERIOR- MERECE COMEMORAÇÃO.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ministério do Trabalho e Emprego!


Esse site é um TUDO para quem trabalha.

Hoje acho que pela 1º vez que o acessei e me APAIXONEI.

TEM DE TUDO!

Enfim vim deixar a dica para que quiser acessar.

E Como Inciei meu curso de Técnico de Segurança do Trabalho, já baxei várias Normas que faz parte do Curso, e é tudo Gratuito e já vem em PDF bom demais.


ACESSEM.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Análise contábil


A análise das demonstrações contábeis consiste em uma técnica que realiza a decomposição, comparação e interpretação dos demonstrativos da empresa. A finalidade da análise é transformar os dados extraídos das demonstrações em informações úteis para a tomada de decisões por parte dos contadores, administradores e usuários da empresa.


Em Contabilidade, o termo análise originariamente tem a ver com a conhecida análise racional ou cartesiana, método criado por Descartes e que consiste em se abordar um problema ou objeto de análise a partir da decomposição de um todo ou de partes maiores, em parte menores. Dessa forma,as contas contábeis que representassem partes menores de um objeto contábil foram chamadas de "contas analíticas", enquanto as contas maiores e que agrupassem os saldos de contas analíticas, denominaram-se "contas sintéticas". Um procedimento que se usa para a análise contábil é o dos ajustes contábeis ou conciliações. As contas sintéticas são importantes para a estrutura das Demonstrações Contábeis (também conhecidas no Brasil por Demonstrações financeiras).


Em relação ao Balanço patrimonial, todavia,nem sempre se consegue demonstrar em contas sintéticas a exata somatória das contas analiticas correspondentes. Também com o Balanço consolidado de um grupo de empresas, se demonstra valores por intermédio de ajustes feitos a partir dos próprios saldos sintéticos, sendo desnecessário que assim se proceda a nível análitico. As contas sintéticas que não se correspondem exatamente com o saldo das contas análiticas, serão melhor denominadas de "Contas Demonstrativas".


Dessa forma, em termos de origens históricas a análise sintética se aproximaria do desdobramento do método cartesiano proposto por Kant, ou seja, o vinculo com a parte analítica seria feito a partir de outros enlaçamentos, característico de um sistema baseado em princípios ("a priori") e não em experimentação ("a posteriori").


Como prática de "Análise Contábil" desenvolvida no Brasil existe a chamada "Analise de Balanços" ou "Analise das Demonstrações Financeiras - ADF". Essas expressões se tornaram populares no país mas vinculadas à concepção de Francisco D'Auria, que nos anos 40 definia o Patrimônio das Aziendas como um sistema econômico-administrativo. Segundo o eminente professor, o método da "Análise de Balanços" consistiria basicamente em decompor a situação patrimonial em elementos do sistemas econômico e financeiro. Esse tipo de análise contábil ainda pode ser utilizado na Contabilidade pública brasileira devido a estrutura juridica-contábil em uso desde os anos 60, mas para a moderna gestão empresarial de influência anglo-americana, não se mostra aplicável.


No âmbito empresarial, a "Análise das Demonstrações Financeiras" seria feita a nível apenas sintético, utilizando-se os chamados " Índices financeiros" (em inglês financial ratios). Embora ainda seja possível empreender-se uma a análise cartesiana das demonstrações financeiras empresariais, como um todo na prática a mesma se torna difícil em função da constatação do uso das "contas demonstrativas".

5º Período de Administração

No Ultimo semestre não tive muito êxito em minhas notas, devo confersar, que infelismente tive um baixo nivel de apredizagem, mas que graças a meu bom Deus PASSEI.

Agora inciarei o 5º PERÍODO:


Pois bem, segue a Grade desse Semestre:


Seminário IV
Análise Contábil
Diagnóstico Organizacional
Gestão de Pessoas I
Tópicos Especiais em Administração


Quero desde já Conhecer um pouco de cada matéria, e por isso vou postar um a um sobre assutos relacionados a cada tópico desse semestre.

Enfim, vou pesquisar e logo logo volto com a pesquisa.

Até!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O INÍCIO E A PRÁTICA DO PROGRAMA D-OLHO NA QUALIDADE

O programa D-OLHO na Qualidade, envolve as seguintes práticas e fases: Descarte, Organização, Limpeza, Higiene e Ordem mantida, e deriva de cinco palavras japonesas, SEIRI (descarte); SEITON (Organização); SEISOU (Limpeza); SEIKETSU (Higiene); SHITSUKE (Ordem mantida). É, na verdade, um objetivo de vida, uma filosofia que surgiu na década de 50 no Japão pós-guerra. A "Filosofia dos 5s" fez parte do esforço de reconstrução do país. O Japão é considerado o país de origem desta filosofia, devido sua grande frequência e prática. Mas é possível encontrar diversas sociedades, tribos, famílias ou pessoas praticando a essência dos 5s, evitando os pequenos desperdícios, respeitando o meio ambiente e o próximo, valorizando o bem-estar e a vida saudável. Ao conhecermos mais sobre seu significado, descobrimos sempre um novo entendimento, um novo alcance, um novo aspecto.

Este estudo leva-nos a limites cada vez mais distantes, permitindo-nos a descoberta de novos valores. Até que ponto chegaremos não é possível dizer antecipadamente, mas é uma busca constante de novas realizações e de novas satisfações. Descartar, organizar e limpar, por si só, já são ganhos. E por mais que isso faça parte do nosso dia-a-dia, sempre conseguimos descartar, organizar e limpar um pouco mais, o que é bom para nossa própria realização. Mais do que isso, quando esses conceitos são internalizados, podemos aplicá-los a nós próprios, ao nosso interior.














Há quem diga que praticar o programa D-OLHO na Qualidade é praticar "bons hábitos" ou "bom senso". Apesar da simplicidade dos conceitos e da facilidade de aplicação na prática, sua implantação efetiva não constitui uma tarefa simples, porque a essência dos conceitos é a promoção de mudança de atitudes e hábitos das pessoas pela convivência e experiência ao longo de suas vidas. De repente, ao tomar conhecimento desses conceitos tão óbvios, sentimo-nos seduzidos a iniciar já a sua implantação. Mas, certamente, as atitudes e hábitos decorrentes da prática do D-OLHO na Qualidade vão se chocar com os hábitos e atitudes incorporados à nossa maneira de agir.

Um aspecto crítico na implantação é a dificuldade de "romper" com os conceitos e preconceitos arraigados em nós. É preciso dar suporte àqueles que estão conseguindo romper e ajudar os que ainda não o fizeram, para que possam seguir a mesma direção dos outros. Esse rompimento precisa ser espontâneo para que tenha condições de se perpetuar, removendo de forma definitiva velhos hábitos e atitudes e substituindo-os por outros. Portanto a implantação do Programa D-OLHO na Qualidade precisa ser sistematizada e planejada em todos os passos, se quisermos garantir a longevidade da mudança.

A Terra possui recursos naturais finitos, sendo alguns renováveis, outros não. As pessoas necessitam desses recursos para sobreviver. Considerando que grande parte desses recursos possui um ciclo de renovação muito mais longo do que o ciclo de vida das pessoas, e também a aceleração da taxa de crescimento da população, podemos concluir que a tendência é que alguns desses recursos venham a faltar. O quadro a seguir indica claramente o crescimento da população.


É importante salientar que essas projeções, feitas em 1980 e 1992, foram confirmadas, pois a população atingiu valores muito próximos do esperado. Dentre vários, iremos citar dados de um dos recursos naturais utilizados diariamente por todos, a água. A água em quantidade e qualidade é fator de sobrevivência do homem, evitando-se, com seu uso, 80% das doenças humanas. Apenas 0,6% da água no mundo é água doce disponível naturalmente. O desperdício e a poluição das águas podem inviabilizar sociedades e mesmo nações inteiras, caso não sejam combatidos.


O meio ambiente é um manancial de recursos latentes, pouco utilizados, importantes de identificar e valorizar economicamente. Não podemos esquecer que o conceito de recurso está condicionado a variáveis históricas e culturais e ao próprio desenvolvimento tecnológico. Os recursos naturais não são dados constantes, são um fragmento do meio ambiente.


Pare um instante, analise como você utiliza esses recursos no seu dia-a-dia e que ações poderá adotar hoje para garanti-los no futuro.